Fernandoboaventura

O Milagre da Osteopatia

OSTEOPATIA

Alguns movimentos acostumam mal o corpo e podem até provocar dores. Um tratamento que surgiu nos EUA, por meio de Andrew Taylor Still (1828-1917), tem como objetivo restabelecer a função das estruturas e sistemas corporais através da intervenção manual. Essa é a definição para a Osteopatia – uma especialidade da fisioterapia que trabalha as articulações para uma reeducação que alivia e previne dores.

No Brasil e Europa, Fisioterapeutas são os profissionais indicados para trabalhar com a Osteopatia. A técnica é considerada uma terapia natural, mas não deve ser confundida com tratamento esotérico.

A Osteopatia é baseada em um detalhado exame clínico e um diagnóstico aprofundado e através de técnicas manuais restabelece a mobilidade perdida e dá equilíbrio ao sistema musculoesquelético, sacro-cranial e visceral. Desta forma mantém a elasticidade do tecido conjuntivo em todos os seus sistemas.

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a Osteopatia como prática de saúde. A consulta ao Osteopata é feita, normalmente, após um quadro de dor, mas a técnica atua também na prevenção obtendo excelentes resultados.
A Viva Clínica de Fisioterapia possui osteopatas preparados para fazer sua avaliação e dar início ao tratamento com resultados logo nas primeiras sessões.

 

RPG – REEDUCAÇÃO POSTURAL GLOBAL

RPG

A Reeducação Postural Global (RPG) é uma técnica terapêutica que tem como princípio trabalhar os músculos que são formados pelas fibras estáticas (músculos antigravitáriosresponsáveis pela nossa posição ereta) e fibras dinâmicas (responsáveis pelos nossos movimentos amplos em todas as direções do espaço). O diagnostico é individual e específico para cada paciente e cada sessão dura de 45 a60 minutos. O tratamento é indicado para pessoas de todas as idades.

A RPG é um tratamento sem uso de medicamentos que trabalha com manipulações de vértebras e de membros, visando à liberação e alongamento total de músculos que com o passar dos anos ficaram encurtados causando os desvios posturais. O método também trabalha com a respiração do paciente, que é específica para cada caso, proporcionando um alongamento muscular e melhorando a funcionalidade entre a respiração e a postura.

Antes do início do tratamento, o paciente precisa passar por uma avaliação completa postural, na qual serão analisadas as posições que mais causam dor para chegar a conclusão do que está afetando aquela pessoa.  Durante o tratamento caberá ao fisioterapeuta tentar descobrir como a causa do problema se relaciona com o sintoma, analisar   as compensações que o paciente desenvolveu, e revelar as retrações de defesa criadas por ele para esconder uma dor ou uma tensão.

 

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Baseada em onze posições diferentes, o paciente reaprende a postura correta, livrando-se das dores. Em geral, a pessoa que recebe alta da RPG está com seu problema resolvido. Mas é recomendado o acompanhamento porque no dia a dia o paciente pode desaprender as posturas corretas. O importante é que o trabalho seja feito o suficiente para proporcionar uma postura natural ao paciente. Ou seja, para que ele aja naturalmente com uma postura correta.

A Reeducação Postural Global é uma técnica fisioterapêutica desenvolvida na França a partir do trabalho de Françoise Mézières e de vários anos de estudos e pesquisas em áreas da Biomecânica e Biofísica. Foi trazida para o Brasil por um de seus alunos, Phillipe Emmanuel Souchard, autor de “O Campo Fechado”, que aprimorou e registrou a marca RPG.

PILATES: CONDICIONAMENTO FÍSICO E MENTAL

 

Músculos firmes, fortes e alongados, ótima postura, articulações mais saudáveis, melhor capacidade de respiração e maior tolerância ao stress são alguns dos benefícios do Pilates.

Pilates, método de condicionamento físico criado na Alemanha, por Joseph Pilates, na década de 20, melhora a flexibilidade, a consciência corporal, o equilíbrio e força, sem a hipertrofia muscular. Os exercícios demandam concentração e controle do corpo.

Pilates oferece um atendimento personalizado e pode ser praticado por pessoas de todas as idades e níveis de condicionamento físico. Além de também poder ser utilizado como atividade física.

Este sistema é indicado ainda para a reabilitação de pacientes pós-cirúrgicos, que apresentam dor aguda, sequelas neurológicas decorrentes de AVC’s (acidente vascular cerebral), parkinson, distrofias musculares. Outra indicação diz respeito a patologias que acometem as diversas articulações do corpo como dores cervicais, dorsais e lombares, artroses, tendinites, torções, estiramentos musculares, hérnia de disco, escoliose, má postura, entre outras. O método também é bastante utilizado em pacientes no período pré e pós-parto.

 

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Para quem não gosta do ambiente agitado das academias, o Pilates é ideal, pois permite um corpo malhado sem puxar ferro. Tanto em aparelhos como no solo, oPilates é uma ginástica livre de impacto e que respeita a individualidade. No solo, os exercícios exigem ainda mais do praticante, que tem que controlar sozinho o próprio corpo.

A NEROCIÊNCIA E OS EXERCÍCIOS FÍSICOS

A NEUROCIÊNCIA DOS EXERCÍCIOS FÍSICOS

O exercício físico é capaz de produzir inúmeros benefícios, bem conhecidos, ao músculo esquelético, tais como o aumento da força e da capacidade de produção de energia. Sua prática regular pode preservar ou retardar a aparição de várias doenças. Além disso, o exercício físico melhora a função cognitiva e o humor de pessoas fisicamente ativas. Nas últimas duas décadas, desde quando se descobriu que o exercício físico aumenta a expressão de uma proteína chamada fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF) no cérebro de ratos, um grande número de pesquisas foram destinadas a estabelecer uma conexão entre exercício físico, os níveis dessa neurotrofina e os seus efeitos benéficos no cérebro de animais e humanos. Recentemente foi demonstrado que uma sessão de exercício é capaz de aumentar a concentração de BDNF sérico e plasmático de uma maneira transitória em humanos, além de ocorrer um aumento na expressão de BDNF no músculo esquelético. Estudos recentes mostraram que há um potencial benefício no aumento da expressão de BDNF e liberação do mesmo pelo cérebro e alguns tecidos periféricos, induzidas pelo exercício físico, resultando em uma melhora no funcionamento cerebral, através de uma melhora na plasticidade sináptica no hipocampo (CAMPOS, Marcelo Cavalheiro de. 2014). O exercício aeróbico também tem sido relacionado à melhoras cognitivas em jovens e idosos (LISTA, Ilaria; SORRENTINO, Giuseppe.2010, Chaddock L, Erickson KI, Prakash RS, Kim JS, Voss MW, Vanpatter M, et al.2010) concluíram que uma melhor aptidão física está associada a melhores funções executivas e processos visuoespaciais. Estudos recentes propuseram que o exercício aeróbico protege o cérebro contra a demência ou retarda o declínio cognitivo relacionado à idade (Chaddock L, Erickson KI, Prakash RS, Kim JS, Voss MW, Vanpatter M, et al.2010).

A maioria das evidências acerca dos efeitos do exercício no cérebro, no entanto, vem de estudos em animais (LISTA, Ilaria; SORRENTINO, Giuseppe.2010, Leem YH, Lee YI, Son HJ, Lee SH.2011) sugerem que os mecanismos neurobiológicos básicos associados ao exercício podem ocorrer em dois níveis: no nível extracelular, o exercício induz a angiogênese à partir de vasos pré-existentes. No nível intracelular, o exercício tem sido associado à neurogênese hipocampal (LISTA, Ilaria; SORRENTINO, Giuseppe.2010). O significado funcional desse efeito ainda é incerto, mas alguns estudos propõem que neurônios recém-formados podem ser totalmente integrados à rede neural, tornando-se funcionais (ZHAO, Chunmei et al.2006). O exercício parece ainda induzir o crescimento de novas sinapses (sinaptogênese)( (ZHAO, Chunmei et al.2006). Além disso, estudos em animais mostraram alterações induzidas pelo exercício em fatores moleculares de crescimento como o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF) e fator de crescimento semelhante à insulina tipo (IGF-1), proteínas com papel crucial na neuroplasticidade, neuroproteção e neurogênese (DE MELLO, Marco Túlio et al.2005). Há ainda vasta evidência que os sistemas de neuromodulação e neurotransmissão sejam modulados pelo exercício (KRONENBERG, Golo et al.2006, DESLANDES, Andréa et al.2009). Um conceito emergente sugere que a saúde cerebral e as funções cognitivas são moduladas pela inter-relação entre fatores centrais e periféricos (KIM, Bhumsoo; FELDMAN, Eva L.2015). Processos inflamatórios sistêmicos, presentes em doenças metabólicas como hipertensão arterial ou resistência à insulina, aumentam a inflamação no sistema nervoso central e estão associados ao declínio cognitivo (KIM, Bhumsoo; FELDMAN, Eva L.2015).

Deste modo, conclui-se que, a área da Neurociência do Exercício é relativamente nova, mas décadas de estudos experimentais e longitudinais em humanos e animais vêm demonstrando que os efeitos do exercício no cérebro são significativamente positivos e o impacto do exercício no cérebro é único no sentido de melhorar a saúde mental, reduzir o declínio de massa cinzenta associado à idade e melhorar as funções cognitivas. Além disso, o exercício tem se mostrado uma ferramenta altamente eficaz no tratamento de transtornos mentais como depressão, ansiedade e doenças neurodegenerativas. Dados os recentes avanços na presente temática e o potencial terapêutico e econômico do exercício na população em geral, espera-se que pesquisas futuras correlacionando pesquisas básicas à variáveis psicológicas e estudos de imagem possam elucidar melhor os mecanismos pelos quais o exercício melhora a saúde cerebral.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

 

Acessado em: Fonte da foto<https://pixabay.com/pt/photos/silhueta-ioga-silhueta-de-ioga-2512805/>13/05/2020.

CAMPOS, Marcelo Cavalheiro de. O exercício físico e sua relação com o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF) e a plasticidade sináptica: uma revisão bibliográfica. 2014.

Chaddock L, Erickson KI, Prakash RS, Kim JS, Voss MW, Vanpatter M, et al. A neuroimaging investigation of the association between aerobic fitness, hippocampal volume, and memory performance in preadolescent children. Brain Res. 2010;1358:172-83.

DE MELLO, Marco Túlio et al. Physical exercise and the psychobiological aspects. Brazilian Journal of Sports Medicine, v. 11, n. 3, p. 203-207, 2005.

DESLANDES, Andréa et al. Exercise and mental health: many reasons to move. Neuropsychobiology, v. 59, n. 4, p. 191-198, 2009.

KIM, Bhumsoo; FELDMAN, Eva L. Insulin resistance as a key link for the increased risk of cognitive impairment in the metabolic syndrome. Experimental & molecular medicine, v. 47, n. 3, p. e149-e149, 2015.