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UMA MELHOR NEUROPLASTICIDADE INCLUI EXERCÍCIOS FÍSICOS

UMA MELHOR NEUROPLASTICIDADE INCLUI EXERCÍCIOS FÍSICOS

A neuroplasticidade dentre suas muitas definições pode ser a capacidade de adaptação do sistema nervoso…, especialmente a dos neurônios, às mudanças nas condições do ambiente que ocorrem diariamente na vida dos indivíduos. Esta reorganização neural é um objetivo preliminar da recuperação neural para facilitar a recuperação da função e pode ser influenciado pela experiência, comportamento, prática de tarefas e em resposta a lesões cerebrais. Um consenso na literatura sobre a plasticidade cerebral é que o aprendizado de determinada atividade ou a somente prática da mesma, desde que não seja simples repetição de movimentos, induza mudanças plásticas e dinâmicas no sistema nervoso central (SNC) (Pinho Borella, Marcella; Sacchelli, Tatiana, 2009).

Acreditava-se que as células do sistema nervoso central (SNC), os neurônios, seriam incapazes de se recuperar depois de uma lesão. No entanto, há diversos relatos que os neurônios são dotados de poder plástico, ou seja, podem se reorganizar após ativações sucessivas, como no aprendizado ou mesmo após um processo patológico. A neuroplasticidade é definida como a capacidade de reorganização funcional das células neuronais ou qualquer modificação do sistema nervoso que não seja periódica e que tenha duração maior que poucos segundos (Alencar Rocha, Anna Karynna Alves et al, 2014),(Jacobs AB. 2000). A plasticidade neural é maior durante a infância e declina gradativamente, sem se extinguir na vida adulta. Ocorre tanto no hemisfério intacto como no lesado. Há várias formas de plasticidade: regenerativa, axônica, sináptica, dendrítica, somática e habituação. Esta última é uma de suas formas mais simples. A neuroplasticidade pode ter valor compensatório, mas nem sempre isso ocorre, porque as transformações neuronais que respondem ao ambiente nem sempre restauram funções perdidas. Ao contrário, às vezes produzem funções mal adaptativas ou patológicas (Borella MP, Sacchelli T. 2009).

O treinamento motor pode promover melhor plasticidade e também várias formas de movimentos podem contribuir para resultados positivos. Há evidências de que o exercício físico pode induzir adaptações estruturais e funcionais (melhor plasticidade) em várias áreas motoras inclusive no gânglio basal,( Graybiel AM. 2005), cerebelo (Zeeuw CI. 2005) e núcleo rubro (Hermer-Vazquez L1, et al. 2004), que são estruturas que fazem parte do sistema nervoso e estão atreladas a funções vitais como a dos movimentos automáticos e voluntários.

Esse aumento dos mecanismos celulares e sinápticos da plasticidade promovidos pelos exercícios físicos podem contribuir para haver efeitos benéficos do enriquecimento motor, reduzir a degeneração e promover a recuperação funcional (Kleim JA1, Jones TA, Schallert T. 2003).

A prática de exercícios físicos pode alterar sinapses ou reduzir eventos moleculares na área lesionada ou nas áreas mais remotas do córtex, incluindo-se as não diretamente prejudicadas (Keyvani K1, Schallert T. 2002).

Outro mecanismo envolvido na relação entre exercício e o sistema nervoso central é a ação dos fatores neurotróficos. O treinamento físico está associado ao aumento da liberação e da síntese de diversos fatores neurotróficos relacionados à melhor função cognitiva, neurogênese, angiogênese e plasticidade cerebral. Entre os mais investigados, estão o fator neurotrófico derivado do cérebro (brain derived neurotrophic factor, BDNF) e o fator de crescimento insulínico (insulin-like grow factor, IGF-1). Diversas evidências confirmam a relação entre BDNF e melhor função hipocampal, plasticidade sináptica, aprendizado e modulação da depressão (Deslandes AC e Alves Jr. ED.2009). Sendo assim os exercícios físicos podem favorecer o rejuvenescimento do seu corpo e da sua mente ao mesmo tempo.

Contudo é importante precaução, pois tanto a intensidade e especificidade do tratamento, como o intervalo e o início da prática de atividades influenciam a recuperação da função nervosa (de Pinho Borella, Marcella; Sacchelli, Tatiana. 2009), ou seja, seja gradativo em termos de frequência e intensidade para que o exercício seja melhor adaptado para cada caso.

Com o Método FB existe uma relação benéfica que é aplicada de forma direta nos seus praticantes, para que todos possam promover a plena saúde do corpo.

Basta começar e aproveitar.

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REFERNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

  • Acessado em:  <https://pixabay.com/pt/illustrations/lembrando-transforma%C3%A7%C3%A3o-2941337/>
  • Borella MP, Sacchelli T. Os efeitos da prática de atividades motoras sobre a neuroplasticidade. Rev Neurocienc. 2009;17(2):161-9.
  • ALENCAR ROCHA, Anna Karynna Alves et al. Plasticidade do Sistema Nervoso Central Influenciada pelo Exercício Físico: Importância Clínica. Brasília Med, v. 51, n. 3.4, p. 237-244, 2014.
  • PINHO BORELLA, Marcella; SACCHELLI, Tatiana. Os efeitos da prática de atividades motoras sobre a neuroplasticidade. Revista Neurociências, v. 17, n. 2, p. 161-169, 2009.
  • Zeeuw CI, Yeo CH. Time and tide in cerebellar memory formation. Curr Opin Neurobiol. 2005;15(6):667-74.
  • Deslandes AC. Exercício físico na prevenção e no tratamento das doenças mentais mais prevalentes no idoso (depressão, Alzheimer e Parkinson). In: Alves Jr. ED, (Org). Envelhecimento e vida saudável. Rio de Janeiro: Apicuri; 2009. p.141-59.
  • Graybiel AM. The basal ganglia: learning new trics and loving it. Curr Opin Neurobiol. 2005;5(6):638-44.
  • Hermer-Vazquez L1, Hermer-Vazquez R, Moxon KA, Kuo KH, Viau V, Zhan Y, et al. Distinct temporal activity patterns in the rat M1 and red nucleus during skilled versus unskilled limb movement. Behav Brain Res. 2004;150(1-2):93-107.
  • Jacobs AB. Neuroplasticidade. In: Ekman LL. Neurociência: fundamentos da reabilitação. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2000. p. 45-52.
  • Keyvani K1, Schallert T. Plasticity associated molecular and structural events in postlesional brain. J Neuropathol Exp Neurol. 2002;61(10):831-40.
  • Kleim JA1, Jones TA, Schallert T. Motor enrichment and the induction of plasticity before or after brain injury. Neurochem Res. 2003;28(11):1757-69.
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